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GUIA · NÍVEL 2

Sony α6000 · Modo M completo

Controlo total da exposição: abertura + velocidade + ISO, decididos por ti

PARTE 1

O triângulo de exposição

Três torneiras que enchem o mesmo copo de luz. Abrir uma permite fechar outra. No modo M controlas as três.

Os três controlos TEORIA · 5 MIN

Já conheces dois dos exercícios anteriores. O modo M apenas os junta e acrescenta o terceiro.

ABERTURA · f
Abertura (f): quanto se abre a objetiva. Controla a luz e o desfoque do fundo. f pequeno = mais luz + fundo desfocado.
VELOCIDADE · s
Velocidade (1/x): durante quanto tempo entra luz. Controla a luz e o movimento. Rápida = congela; lenta = rasto (e tremura, se for à mão).
ISO SENSIBILIDADE
ISO: quanto se amplifica o sinal do sensor. Aumenta a luminosidade e o ruído (grão). Na a6000: até 1600 limpo, 3200 aceitável, 6400 só se não houver outro remédio.
1 PASSO = ×2 LUZ
A regra de ouro: tudo se mede em passos. Um passo = o dobro (ou metade) da luz. f/4→f/5.6 tira um passo; 1/125→1/60 devolve-o; ISO 200→400 também acrescenta um. Compensam-se entre si.
PARTE 2

Modo M na a6000

Que roda mexe no quê, e como ler o fotómetro que te diz se vais bem.

As duas rodas CONTROLOS

No modo M cada roda tem uma função fixa. Ao fim de dois dias saem sozinhas sem olhar.

P A S M
Seletor de modos em M.
RODA SUPERIOR = VELOCIDADE
A roda dentada superior (junto ao seletor de modos) muda a velocidade do obturador.
RODA TRASEIRA = f
A roda traseira (a das setas) gira para mudar a abertura (f).
ISO LADO ▶ DA RODA
O lado direito da roda traseira abre o menu de ISO. Para começar em M: ISO fixo (não auto); escolhes tu o valor consoante a luz.

O fotómetro: a tua bússola M.M. · MEDIÇÃO

Em M a câmara já não corrige nada, mas dá a sua opinião. Em baixo no ecrã aparece o indicador de medição manual (M.M.): diz-te quantos passos estás acima ou abaixo do que ela considera correto.

−3 ‥ −2 ‥ −1 ‥ ▲0 ‥ +1 ‥ +2 ‥ +3
+ 0.0
M.M. em 0.0: exposição «tecnicamente correta». −1.0: um passo subexposta (vai sair escura). +2.0: dois passos sobre-exposta (risco de queimar os brancos). E aqui está a graça do modo M: afastar-se do 0 de propósito é uma decisão criativa, não um erro.
HISTOGRAMA
Apoia-te também no histograma (botão DISP até aparecer): montanha encostada à direita = brancos queimados; encostada à esquerda = sombras empastadas. O ideal: que respire dos dois lados.
PARTE 3

O método: o que fixar primeiro

Em M não se ajustam os três valores ao mesmo tempo: fixa-se primeiro o que manda na foto e os outros dois põem-se ao seu serviço.

Ordem de decisão consoante a cena CÁBULA

Cena1º Fixar2º Ajustar3º Rematar
Retratof baixo (fundo desfocado)Velocidade ≥ 1/100ISO até M.M. ≈ 0
Desporto / crianças1/500 ou maisf o necessárioISO até M.M. ≈ 0
Paisagemf/8 – f/11 (tudo nítido)ISO 100Velocidade a que pedir
Noite à mão1/60 (limite à mão)f mínimoISO o que for preciso
Noite com apoioISO 100 (sem ruído)f/8Velocidade longa (1s+)
1/(2×mm) ANTI-TREMURA
Regra anti-tremura em APS-C: velocidade mínima à mão ≈ 1/(2 × focal). A 50 mm → 1/100. O OSS oferece um par de passos, mas não faz milagres com sujeitos em movimento.
PARTE 4

Três exercícios de graduação

Um por semana, como sempre. Ao terminar o terceiro, o modo M já não impõe respeito.

Exercício 1 · Copiar da máquina SEMANA 1

O truque clássico para perder o medo: usar o modo A como professor.

A M
Tira uma foto em modo A e vê que valores a câmara escolheu (aparecem no ecrã ao reproduzi-la). Passa para M, põe esses mesmos valores à mão e repete a foto. Devem sair idênticas. Fá-lo em 10 cenas diferentes: interior, exterior, contraluz...
Missão: na quinta cena, tentar prever os valores antes de veres o que o modo A escolheu. Acertar a ±1 passo já é nível.
Conseguido quando puseres os três valores em M sem que o M.M. te apanhe a mais de 1 passo do 0.

Exercício 2 · Exposições equivalentes SEMANA 2

A prova de que o triângulo foi entendido: mesma luz total, fotos diferentes.

f/5.6·1/250 = f/11·1/60 MESMA LUZ
Mesma cena com luz constante, ISO fixo. Parte de uma exposição correta (ex.: f/5.6 · 1/250). Agora fecha dois passos a abertura (f/11) e compensa baixando dois passos a velocidade (1/60). O M.M. deve continuar em 0 e a luminosidade ser a mesma, mas a profundidade de campo terá mudado.
Missão: três versões equivalentes da mesma foto (aberta, média, fechada) e explicar o que mudou e o que não mudou.
Conseguido quando mexeres nas duas rodas ao mesmo tempo em direções opostas sem pensar.

Exercício 3 · A foto impossível em automático SEMANA 3

O exame final: situações onde o automático falha e o M ganha.

RASTOS · 4 s
Rastos de carros à noite: câmara apoiada num muro ou corrimão (sem tripé serve), ISO 100 · f/11 · 4 segundos. Temporizador de 2 s para não mexer a câmara ao disparar ( da roda → Temporizador automático).
SILHUETA
Silhueta em contraluz: pessoa em frente a um pôr do sol. Mede para o céu (o M.M. em 0 a apontar ao céu, não à pessoa) e dispara: a figura vai sair preta e recortada. O automático jamais te deixaria fazer isto.
Missão: um rasto de carros e uma silhueta dignos de mostrar. Com isso, graduação em modo M.
Conseguido quando disseres «esta foto faço-a em M» antes que alguém o sugira.
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